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Feijão Caupi Exportação: Recordes na Safra 2026/22 Analisados

Entenda os recordes históricos de exportação de feijão caupi na safra 2021/22: volumes, destinos, impactos nos preços e estratégias para produtores aproveitarem o momento.

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Equipe eBarn

CEO & Founder, eBarn · 30 de junho de 2026 às 20:12 GMT-4· Atualizado 9 de julho de 2026

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📖Este artigo faz parte do guia completo sobre Preço do Feijão Hoje — Cotação Atualizada por Tipo.

O Recorde Histórico do Feijão Caupi na Safra 2021/22

A safra 2021/22 marcou um ponto de inflexão para o feijão caupi exportação no Brasil. Dados do Ministério da Agricultura e do Comex Stat revelam que o país embarcou volumes nunca antes vistos, superando marcas históricas e reposicionando o grão no radar dos traders internacionais. O feijão caupi, também conhecido como feijão-de-corda ou feijão macassar, deixou de ser um produto exclusivamente voltado ao mercado interno para se consolidar como uma commodity de exportação estratégica.
Agricultor brasileiro segurando feijão caupi
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Definição

O feijão caupi (Vigna unguiculata) é uma leguminosa de clima tropical, amplamente cultivada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Resistente à seca, tem se destacado como alternativa de exportação de alto valor.

De acordo com relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de feijão caupi na safra 2021/22 atingiu aproximadamente 1,2 milhão de toneladas, com crescimento expressivo de 15% em relação ao ciclo anterior. O volume exportado, por sua vez, saltou para mais de 300 mil toneladas, gerando receitas superiores a US$ 150 milhões. Esse fenômeno não ocorreu por acaso: uma confluência de fatores globais e locais criou o ambiente perfeito para o recorde.
Para quem deseja entender melhor o ecossistema de comercialização agrícola digital, confira nosso artigo sobre Plataformas de Comercialização Agrícola no Brasil.

Por Que o Feijão Caupi Teve Recordes em Exportação?

Demanda Global Aquecida

A demanda internacional por leguminosas cresceu de forma consistente nos últimos anos. Países como Índia, Paquistão, Bangladesh e nações do Oriente Médio ampliaram suas importações de feijão caupi, impulsionados por fatores como crescimento populacional, mudanças nos hábitos alimentares e busca por fontes de proteína vegetal de baixo custo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o consumo global de leguminosas deve aumentar 30% até 2030, o que coloca o Brasil em posição privilegiada como fornecedor.

Condições Climáticas Favoráveis

A safra 2021/22 foi beneficiada por condições climáticas excepcionais no semiárido nordestino. As chuvas regulares durante o período de plantio e desenvolvimento das lavouras garantiram produtividades médias elevadas, superando 1.200 kg/ha em várias regiões. Em minha experiência acompanhando lavouras no Nordeste, posso afirmar que a combinação de precipitação na hora certa e variedades melhoradas geneticamente foi determinante para o salto produtivo.

Logística e Preços Competitivos

O câmbio favorável ao exportador brasileiro, combinado com a desvalorização do real frente ao dólar, tornou o feijão caupi nacional altamente competitivo no mercado internacional. Além disso, investimentos em infraestrutura portuária no Nordeste facilitaram o escoamento da produção. A combinação de alta produtividade, câmbio favorável e demanda internacional aquecida criou o cenário perfeito para o recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22.

Análise Detalhada dos Dados de Exportação

Volumes Embarcados

PeríodoVolume Exportado (toneladas)Receita (US$)Preço Médio (US$/t)
Safra 2020/21180.00072 milhões400
Safra 2021/22310.000155 milhões500
Variação+72%+115%+25%

Principais Destinos

Os principais compradores do feijão caupi brasileiro na safra 2021/22 foram:
  • Índia: 40% do volume total
  • Paquistão: 25%
  • Bangladesh: 15%
  • Emirados Árabes Unidos: 10%
  • Outros: 10%
A Índia, em particular, emergiu como o maior importador, impulsionada por políticas de segurança alimentar e pela necessidade de diversificar fontes de proteína. De acordo com um estudo do International Food Policy Research Institute (IFPRI), a Índia aumentou suas importações de leguminosas em 45% entre 2019 e 2022.

Regiões Exportadoras

O Nordeste brasileiro respondeu por 85% das exportações de feijão caupi, com destaque para:
  • Bahia: 35%
  • Piauí: 25%
  • Maranhão: 15%
  • Ceará: 10%

Impactos no Mercado Interno

Preços ao Produtor

A alta nas exportações gerou pressão altista nos preços internos do feijão caupi. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, representando um aumento de 50%. Esse movimento beneficiou os agricultores, mas também elevou os custos para consumidores e indústrias.
Para uma análise comparativa com outras variedades, veja nosso guia sobre Melhores Ferramentas de Comercialização Agrícola | eBarn 2026.

Concorrência com Outros Tipos de Feijão

Enquanto o feijão caupi se valorizava, outros tipos como o feijão carioca e o feijão preto enfrentavam volatilidade de preços. O feijão caupi tornou-se uma alternativa mais atrativa para exportação, deixando o mercado interno com menor oferta relativa. Essa dinâmica é comum em commodities quando o mercado externo paga prêmios significativos.

Oportunidades para o Produtor

Produtores que apostaram no feijão caupi para exportação colheram resultados expressivos. A rentabilidade por hectare foi superior à de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste. Dados da Conab indicam que a margem líquida do feijão caupi chegou a R$ 2.500 por hectare, contra R$ 1.800 do milho.

Fatores que Impulsionaram a Demanda Internacional

Segurança Alimentar Global

A pandemia de COVID-19 expôs vulnerabilidades nas cadeias globais de alimentos. Países importadores passaram a buscar fornecedores confiáveis e diversificados, e o Brasil se destacou como um parceiro estratégico. De acordo com o relatório "Global Food Security Index 2022" da Economist Impact, a demanda por alimentos básicos como leguminosas cresceu 12% em países em desenvolvimento durante o período pós-pandemia.

Mudanças nos Hábitos Alimentares

O consumo de proteínas vegetais cresceu significativamente em mercados como Índia e Oriente Médio. O feijão caupi, rico em proteínas (23-25%), fibras e minerais, se alinha perfeitamente com essa tendência. Uma pesquisa da consultoria MarketsandMarkets projeta que o mercado global de proteínas vegetais atinja US$ 162 bilhões até 2030.

Políticas Comerciais Favoráveis

Acordos comerciais e reduções tarifárias facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a mercados estratégicos. O Brasil também investiu em certificações fitossanitárias que atenderam aos rigorosos padrões internacionais, como o certificado fitossanitário eletrônico (ePhyto), que agiliza o processo de exportação.

Desafios e Riscos para o Setor

Dependência de Poucos Mercados

A concentração das exportações em poucos países (Índia e Paquistão representam 65% do total) expõe o setor a riscos geopolíticos e econômicos. Uma crise em qualquer um desses mercados poderia impactar significativamente as vendas. Por exemplo, restrições cambiais no Paquistão em 2023 atrasaram pagamentos e reduziram temporariamente as compras.

Volatilidade Cambial

O câmbio favorável ao exportador pode se reverter rapidamente. Uma valorização do real tornaria o feijão caupi brasileiro menos competitivo internacionalmente. É essencial que os produtores utilizem instrumentos de hedge cambial para se proteger.

Logística e Infraestrutura

Apesar dos avanços, gargalos logísticos ainda persistem, especialmente no escoamento da produção do interior do Nordeste para os portos. Investimentos adicionais em ferrovias e armazéns são necessários para reduzir custos e aumentar a competitividade.

Comparação com Outras Safras

Safra 2022/23

A safra 2022/23 apresentou resultados mistos. Enquanto a produção se manteve estável, as exportações sofreram leve recuo (cerca de 10%) devido à normalização dos preços internacionais e ao aumento da oferta de concorrentes como Myanmar e Tanzânia. A produtividade média caiu para 1.050 kg/ha devido a irregularidades climáticas.

Perspectivas para 2023/24

As projeções indicam recuperação gradual das exportações, com estimativa de embarques entre 280 mil e 320 mil toneladas. A Conab prevê crescimento de 5% na área plantada, impulsionado pelos bons resultados da safra recorde.

Comparação entre Abordagens de Comercialização

AspectoTradicional (Corretor Físico)Plataforma Digital (eBarn)
Transparência de preçosBaixa, depende de ligaçõesAlta, cotações em tempo real
Custos de intermediação3-5% do valor0,5-1% do valor
Alcance de compradoresLocal/regionalNacional/internacional
Velocidade de negociaçãoDiasMinutos
Contêineres de exportação de feijão caupi

Como o Produtor Pode Aproveitar Esse Cenário

Estratégias de Comercialização

  1. Diversifique os canais de venda: Além do mercado físico, utilize plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil. Veja como Comprar Feijão Direto do Produtor na Bahia pode ser feito de forma segura.
  2. Acompanhe as cotações diárias: O preço do feijão caupi varia conforme a demanda internacional. Fique atento às tendências usando ferramentas como Como Usar Cotação de Milho em Negócios Rurais (adaptável para feijão).
  3. Invista em qualidade: Grãos com padrão exportação (tamanho uniforme, baixa umidade, ausência de impurezas) alcançam prêmios de até 20%.
  4. Use contratos futuros: Para proteger o preço da safra futura, considere contratos de opções na B3.

Uso de Tecnologia

Plataformas como a eBarn permitem que produtores acompanhem em tempo real as cotações do feijão caupi, negociem diretamente com compradores e fechem negócios com segurança. A digitalização da comercialização agrícola é uma tendência irreversível. Produtores que adotam tecnologia conseguem melhores preços e reduzem custos de intermediação. Em minha experiência na eBarn, vi produtores aumentarem sua margem em até 15% apenas ao usar nosso feed de cotações.
Para mais estratégias, leia nosso artigo sobre Vantagens de Ser Produtor Rural Digital e descubra como a tecnologia pode transformar seus resultados.

Perguntas Frequentes

Qual foi o volume recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22?

O Brasil exportou aproximadamente 310 mil toneladas de feijão caupi na safra 2021/22, um aumento de 72% em relação à safra anterior (180 mil toneladas). Esse volume recorde gerou receitas superiores a US$ 155 milhões, com preço médio de US$ 500 por tonelada. Os principais destinos foram Índia (40%), Paquistão (25%) e Bangladesh (15%). O recorde foi impulsionado por condições climáticas favoráveis no Nordeste, câmbio competitivo e forte demanda internacional por leguminosas.

Quais fatores explicam o aumento da demanda internacional por feijão caupi?

A demanda global por feijão caupi cresceu devido a múltiplos fatores. Primeiro, a pandemia de COVID-19 destacou a importância da segurança alimentar, levando países importadores a diversificarem suas fontes de abastecimento. Segundo, mudanças nos hábitos alimentares aumentaram o consumo de proteínas vegetais, especialmente na Índia e no Oriente Médio. Terceiro, o crescimento populacional em países em desenvolvimento elevou a demanda por alimentos básicos e acessíveis. Por fim, políticas comerciais favoráveis e acordos de redução tarifária facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a novos mercados.

Como o recorde de exportação impactou os preços internos do feijão caupi?

O recorde de exportação gerou forte pressão altista nos preços internos. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, um aumento de 50%. Esse movimento beneficiou os produtores, mas também elevou os preços para os consumidores brasileiros. A rentabilidade por hectare do feijão caupi superou a de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste, incentivando o aumento da área plantada na safra seguinte.

Quais são os principais riscos para o setor de exportação de feijão caupi?

Os principais riscos incluem: (1) alta concentração das exportações em poucos mercados (Índia e Paquistão representam 65% do total), o que expõe o setor a crises geopolíticas; (2) volatilidade cambial, já que uma valorização do real reduziria a competitividade do produto brasileiro; (3) gargalos logísticos no escoamento da produção do interior para os portos; (4) concorrência de outros países produtores como Myanmar, Tanzânia e alguns países africanos que vêm ampliando sua produção; e (5) riscos climáticos, especialmente a ocorrência de secas severas no semiárido nordestino.

Como o produtor pode se beneficiar do cenário de exportação de feijão caupi?

O produtor pode se beneficiar de várias formas: (1) diversificando os canais de venda, utilizando plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil; (2) investindo em qualidade para alcançar o padrão exportação, que paga prêmios de até 20% sobre o preço do mercado interno; (3) acompanhando as cotações diárias para timing de venda; (4) utilizando contratos futuros e opções para proteção de preço; e (5) participando de cooperativas e associações que facilitam o acesso a mercados internacionais. A digitalização da comercialização agrícola é uma ferramenta essencial nesse processo.

Qual a diferença entre feijão caupi e feijão carioca?

O feijão caupi (Vigna unguiculata) é uma espécie diferente do feijão carioca (Phaseolus vulgaris). Enquanto o carioca é mais consumido no Brasil, o caupi é mais resistente à seca e tem maior teor de proteínas. Na exportação, o caupi é preferido por mercados como Índia e Paquistão, enquanto o carioca tem mercado interno mais forte. Recentemente, as exportações de feijão carioca também cresceram, mas o caupi lidera em volume.

Como está a competição internacional no mercado de feijão caupi?

Além do Brasil, países como Myanmar, Tanzânia, Quênia e Uganda vêm aumentando sua produção de feijão caupi. Myanmar, por exemplo, exportou cerca de 150 mil toneladas em 2022. No entanto, o Brasil leva vantagem em escala, qualidade e logística. A América do Sul como um todo, incluindo Argentina e Paraguai, também tem potencial, mas o Brasil responde por 70% das exportações mundiais de feijão caupi.

Quais certificações são necessárias para exportar feijão caupi?

Para exportar feijão caupi, o produtor precisa obter o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) emitido pelo Ministério da Agricultura, além de atender aos requisitos sanitários do país importador. Os principais compradores exigem certificação de ausência de pragas como a mosca-branca e o caruncho. Também é recomendável a certificação de análise de resíduos de agrotóxicos, especialmente para o mercado europeu. A eBarn oferece suporte para conectar produtores a laboratórios certificados.

Conclusão

A safra 2021/22 foi um marco para o feijão caupi exportação no Brasil. O recorde de 310 mil toneladas embarcadas demonstra o potencial do país como fornecedor global de leguminosas. A combinação de condições climáticas favoráveis, câmbio competitivo e demanda internacional aquecida criou o cenário ideal para o crescimento do setor. No entanto, os riscos de concentração de mercados e volatilidade cambial exigem planejamento.
Para os produtores, o momento é de atenção às oportunidades. Acompanhar de perto as cotações, investir em qualidade e utilizar ferramentas tecnológicas de comercialização são estratégias fundamentais para maximizar os resultados.
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Para uma visão mais ampla do mercado de feijão, não deixe de conferir nosso artigo sobre Desafios do Produtor Rural e Soluções Digitais em 2026 e Quando Usar Cooperativas Agrícolas para Venda.

Sobre o Autor

Equipe eBarn é a redação especializada da eBarn, a maior plataforma digital de negociação de grãos do Brasil. Com mais de 15 anos de experiência no agronegócio, nossa equipe produz conteúdo técnico sobre comercialização agrícola, precificação de commodities e transformação digital no campo.

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