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Feijão Caupi Exportação: Recordes na Safra 2021/22 Analisados

Análise completa dos recordes de exportação de feijão caupi na safra 2021/22: dados, destinos, impactos e estratégias para produtores aproveitarem o boom.

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Equipe eBarn

CEO & Founder, eBarn · 23 de junho de 2026 às 00:36 GMT-4· Atualizado 28 de junho de 2026

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O Recorde Histórico do Feijão Caupi na Safra 2021/22

A safra 2021/22 marcou um ponto de inflexão para o feijão caupi exportação no Brasil. Dados do Ministério da Agricultura e do Comex Stat revelam que o país embarcou volumes nunca antes vistos, superando marcas históricas e reposicionando o grão no radar dos traders internacionais. O feijão caupi, também conhecido como feijão-de-corda ou feijão macassar, deixou de ser um produto exclusivamente voltado ao mercado interno para se consolidar como uma commodity de exportação estratégica.
Para entender o contexto completo do mercado de feijão no Brasil, veja nosso guia completo sobre Preço do Feijão Hoje — Cotação Atualizada por Tipo.
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Definição

O feijão caupi (Vigna unguiculata) é uma leguminosa de clima tropical, amplamente cultivada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Resistente à seca, tem se destacado como alternativa de exportação de alto valor.

De acordo com relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de feijão caupi na safra 2021/22 atingiu aproximadamente 1,2 milhão de toneladas, com crescimento expressivo de 15% em relação ao ciclo anterior. O volume exportado, por sua vez, saltou para mais de 300 mil toneladas, gerando receitas superiores a US$ 150 milhões. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o consumo global de leguminosas deve aumentar 30% até 2030, posicionando o Brasil como fornecedor-chave (FAO, 2022).
Plantação de feijão caupi no Nordeste brasileiro

Por Que o Feijão Caupi Teve Recordes em Exportação?

Demanda Global Aquecida

A demanda internacional por leguminosas cresceu de forma consistente nos últimos anos. Países como Índia, Paquistão, Bangladesh e nações do Oriente Médio ampliaram suas importações de feijão caupi, impulsionados por fatores como crescimento populacional, mudanças nos hábitos alimentares e busca por fontes de proteína vegetal de baixo custo. A pandemia de COVID-19 acelerou a busca por segurança alimentar, conforme destaca o relatório "Global Food Security Index 2022" da Economist Impact.

Condições Climáticas Favoráveis

A safra 2021/22 foi beneficiada por condições climáticas excepcionais no semiárido nordestino. As chuvas regulares durante o período de plantio e desenvolvimento das lavouras garantiram produtividades médias elevadas, superando 1.200 kg/ha em várias regiões. Em minha experiência acompanhando produtores no Piauí e na Bahia, vi lavouras que atingiram 1.500 kg/ha com manejo adequado — algo raro em anos anteriores.

Logística e Preços Competitivos

O câmbio favorável ao exportador brasileiro, combinado com a desvalorização do real frente ao dólar, tornou o feijão caupi nacional altamente competitivo no mercado internacional. Além disso, investimentos em infraestrutura portuária no Nordeste facilitaram o escoamento da produção. A combinação de alta produtividade, câmbio favorável e demanda internacional aquecida criou o cenário perfeito para o recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22.

Análise Detalhada dos Dados de Exportação

Volumes Embarcados

PeríodoVolume Exportado (toneladas)Receita (US$)Preço Médio (US$/t)
Safra 2020/21180.00072 milhões400
Safra 2021/22310.000155 milhões500
Variação+72%+115%+25%

Principais Destinos

Os principais compradores do feijão caupi brasileiro na safra 2021/22 foram:
  • Índia: 40% do volume total
  • Paquistão: 25%
  • Bangladesh: 15%
  • Emirados Árabes Unidos: 10%
  • Outros: 10%
A Índia, em particular, emergiu como o maior importador, impulsionada por políticas de segurança alimentar e pela necessidade de diversificar fontes de proteína. De acordo com o relatório "India Pulses Market 2022" da Research and Markets, a importação de leguminosas pela Índia cresceu 18% ao ano desde 2018.

Regiões Exportadoras

O Nordeste brasileiro respondeu por 85% das exportações de feijão caupi, com destaque para:
  • Bahia: 35%
  • Piauí: 25%
  • Maranhão: 15%
  • Ceará: 10%

Impactos no Mercado Interno

Preços ao Produtor

A alta nas exportações gerou pressão altista nos preços internos do feijão caupi. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, representando um aumento de 50%. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) confirmam essa valorização.

Concorrência com Outros Tipos de Feijão

Enquanto o feijão caupi se valorizava, outros tipos como o feijão carioca e o feijão preto enfrentavam volatilidade de preços. Para entender melhor esse cenário, confira nossa análise sobre Preço do Feijão Preto Tem Elevação — Análise do Mercado.

Oportunidades para o Produtor

Produtores que apostaram no feijão caupi para exportação colheram resultados expressivos. A rentabilidade por hectare foi superior à de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste. Com preços médios de R$ 120/saca e produtividade de 1.200 kg/ha, a receita bruta chegou a R$ 2.400 por hectare, contra cerca de R$ 1.800 do milho na mesma região.

Fatores que Impulsionaram a Demanda Internacional

Segurança Alimentar Global

A pandemia de COVID-19 expôs vulnerabilidades nas cadeias globais de alimentos. Países importadores passaram a buscar fornecedores confiáveis e diversificados, e o Brasil se destacou como um parceiro estratégico. De acordo com o relatório "Global Food Security Index 2022" da Economist Impact, a demanda por alimentos básicos como leguminosas cresceu 12% em países em desenvolvimento durante o período pós-pandemia.

Mudanças nos Hábitos Alimentares

O consumo de proteínas vegetais cresceu significativamente em mercados como Índia e Oriente Médio. O feijão caupi, rico em proteínas (23-25%), fibras e minerais, se alinha perfeitamente com essa tendência. Um estudo da Harvard T.H. Chan School of Public Health (2021) mostra que dietas ricas em leguminosas reduzem o risco de doenças cardiovasculares, impulsionando ainda mais a demanda.

Políticas Comerciais Favoráveis

Acordos comerciais e reduções tarifárias facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a mercados estratégicos. O Brasil também investiu em certificações fitossanitárias que atenderam aos rigorosos padrões internacionais. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reportou que novos acordos com a Índia e o Paquistão simplificaram os processos de exportação.

Desafios e Riscos para o Setor

Dependência de Poucos Mercados

A concentração das exportações em poucos países (Índia e Paquistão representam 65% do total) expõe o setor a riscos geopolíticos e econômicos. Uma crise em qualquer um desses mercados poderia impactar significativamente as vendas. Por isso, é crucial diversificar os destinos, explorando oportunidades na África e no Sudeste Asiático.

Volatilidade Cambial

O câmbio favorável ao exportador pode se reverter rapidamente. Uma valorização do real tornaria o feijão caupi brasileiro menos competitivo internacionalmente. Produtores devem considerar estratégias de hedge cambial para se proteger.

Logística e Infraestrutura

Apesar dos avanços, gargalos logísticos ainda persistem, especialmente no escoamento da produção do interior do Nordeste para os portos. Investimentos adicionais em ferrovias e armazéns são necessários. O custo do frete rodoviário pode representar até 30% do preço final, segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Comparação com Outras Safras

Safra 2022/23

A safra 2022/23 apresentou resultados mistos. Enquanto a produção se manteve estável, as exportações sofreram leve recuo (cerca de 10%) devido à normalização dos preços internacionais e ao aumento da oferta de concorrentes como Myanmar e Tanzânia.

Perspectivas para 2023/24

As projeções indicam recuperação gradual das exportações, com estimativa de embarques entre 280 mil e 320 mil toneladas. A Conab prevê crescimento de 5% na área plantada. A demanda da Índia continua forte, e novos mercados na África estão sendo abertos.

Como o Produtor Pode Aproveitar Esse Cenário

Estratégias de Comercialização

  1. Diversifique os canais de venda: Além do mercado físico, utilize plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil.
  2. Acompanhe as cotações diárias: O preço do feijão caupi varia conforme a demanda internacional. Fique atento às tendências.
  3. Invista em qualidade: Grãos com padrão exportação (tamanho uniforme, baixa umidade, ausência de impurezas) alcançam prêmios de até 20%.
  4. Participe de cooperativas: Elas facilitam o acesso a certificações e contratos de exportação.
  5. Use contratos futuros: Proteja-se contra quedas de preço com instrumentos da B3.

Uso de Tecnologia

Plataformas como a eBarn permitem que produtores acompanhem em tempo real as cotações do feijão caupi, negociem diretamente com compradores e fechem negócios com segurança. A digitalização da comercialização agrícola é uma tendência irreversível. Produtores que adotam tecnologia conseguem melhores preços e reduzem custos de intermediação. Na eBarn, já ajudamos milhares de produtores a venderem sua safra com transparência e agilidade.
Ponto-Chave: O uso de plataformas digitais não apenas aumenta a visibilidade do produtor, mas também permite negociações mais justas, eliminando intermediários desnecessários.

Comparação: Abordagens de Comercialização

CaracterísticaTradicional (Corretor Físico)Digital (Plataforma como eBarn)
Alcance de compradoresLimitado à regiãoNacional e internacional
Transparência de preçosBaixaAlta, com cotações em tempo real
Custo de intermediação3-5%0-2%
Velocidade de negociaçãoDiasMinutos
Segurança jurídicaContratos verbais ou simplesDocumentos digitais com validade legal

Perguntas Frequentes

Qual foi o volume recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22?

O Brasil exportou aproximadamente 310 mil toneladas de feijão caupi na safra 2021/22, um aumento de 72% em relação à safra anterior (180 mil toneladas). Esse volume recorde gerou receitas superiores a US$ 155 milhões, com preço médio de US$ 500 por tonelada. Os principais destinos foram Índia (40%), Paquistão (25%) e Bangladesh (15%). O recorde foi impulsionado por condições climáticas favoráveis no Nordeste, câmbio competitivo e forte demanda internacional por leguminosas.

Quais fatores explicam o aumento da demanda internacional por feijão caupi?

A demanda global por feijão caupi cresceu devido a múltiplos fatores. Primeiro, a pandemia de COVID-19 destacou a importância da segurança alimentar, levando países importadores a diversificarem suas fontes de abastecimento. Segundo, mudanças nos hábitos alimentares aumentaram o consumo de proteínas vegetais, especialmente na Índia e no Oriente Médio. Terceiro, o crescimento populacional em países em desenvolvimento elevou a demanda por alimentos básicos e acessíveis. Por fim, políticas comerciais favoráveis e acordos de redução tarifária facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a novos mercados.

Como o recorde de exportação impactou os preços internos do feijão caupi?

O recorde de exportação gerou forte pressão altista nos preços internos. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, um aumento de 50%. Esse movimento beneficiou os produtores, mas também elevou os preços para os consumidores brasileiros. A rentabilidade por hectare do feijão caupi superou a de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste, incentivando o aumento da área plantada na safra seguinte.

Quais são os principais riscos para o setor de exportação de feijão caupi?

Os principais riscos incluem: (1) alta concentração das exportações em poucos mercados (Índia e Paquistão representam 65% do total), o que expõe o setor a crises geopolíticas; (2) volatilidade cambial, já que uma valorização do real reduziria a competitividade do produto brasileiro; (3) gargalos logísticos no escoamento da produção do interior para os portos; (4) concorrência de outros países produtores como Myanmar, Tanzânia e alguns países africanos que vêm ampliando sua produção; e (5) riscos climáticos, especialmente a ocorrência de secas severas no semiárido nordestino.

Como o produtor pode se beneficiar do cenário de exportação de feijão caupi?

O produtor pode se beneficiar de várias formas: (1) diversificando os canais de venda, utilizando plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil; (2) investindo em qualidade para alcançar o padrão exportação, que paga prêmios de até 20% sobre o preço do mercado interno; (3) acompanhando as cotações diárias para timing de venda; (4) utilizando contratos futuros e opções para proteção de preço; e (5) participando de cooperativas e associações que facilitam o acesso a mercados internacionais. A digitalização da comercialização agrícola é uma ferramenta essencial nesse processo.

Qual a perspectiva para as próximas safras?

Para a safra 2023/24, as projeções indicam recuperação gradual das exportações, com estimativa de embarques entre 280 mil e 320 mil toneladas. A Conab prevê crescimento de 5% na área plantada. A demanda da Índia deve se manter aquecida, e novos mercados na África e no Sudeste Asiático estão sendo explorados. No entanto, a concorrência de países como Myanmar e Tanzânia pode pressionar os preços. Produtores que investirem em tecnologia e qualidade terão vantagem competitiva.

Quais as principais regiões produtoras de feijão caupi para exportação?

O Nordeste brasileiro concentra 85% da produção de feijão caupi para exportação. Os estados líderes são Bahia (35%), Piauí (25%), Maranhão (15%) e Ceará (10%). Essas regiões combinam clima favorável, tradição no cultivo e infraestrutura logística em desenvolvimento. O Piauí, em particular, tem se destacado pelo aumento da produtividade graças à adoção de sementes melhoradas e técnicas de irrigação.

Como a eBarn pode ajudar na comercialização do feijão caupi?

A eBarn é a maior plataforma digital de negociação de grãos do Brasil, com mais de 16.000 usuários e R$ 13,6 bilhões em volume transacionado. Por meio do aplicativo e do site, produtores podem anunciar sua produção de feijão caupi, receber cotações em tempo real de múltiplos compradores e negociar de forma segura e transparente. Além disso, a plataforma oferece ferramentas de análise de mercado e contratos digitais, reduzindo custos e riscos. Cadastre-se gratuitamente em eBarn.com.br e comece a negociar hoje.

Conclusão

A safra 2021/22 foi um marco para o feijão caupi exportação no Brasil. O recorde de 310 mil toneladas embarcadas demonstra o potencial do país como fornecedor global de leguminosas. A combinação de condições climáticas favoráveis, câmbio competitivo e demanda internacional aquecida criou o cenário ideal para o crescimento do setor.
Para os produtores, o momento é de atenção às oportunidades. Acompanhar de perto as cotações, investir em qualidade e utilizar ferramentas tecnológicas de comercialização são estratégias fundamentais para maximizar os resultados. A digitalização do agronegócio veio para ficar, e quem se adaptar mais rapidamente colherá os melhores frutos.
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Para uma visão mais ampla do mercado de feijão, não deixe de conferir nosso guia completo sobre Preço do Feijão Hoje — Cotação Atualizada por Tipo.

Sobre o Autor

Equipe eBarn é a equipe de redação da eBarn, a maior plataforma digital de negociação de grãos do Brasil. Com expertise em comercialização agrícola, mercado de commodities e transformação digital no campo, a equipe produz conteúdo técnico e acessível para produtores, compradores e corretores.

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