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Feijão Caupi Exportação: Recordes na Safra 2021/22 Analisados

Descubra por que o feijão caupi teve recordes em exportação na safra 2021/22. Análise completa de mercado, preços, demanda global e perspectivas para o produtor.

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26 de março de 2026 às 04:01 GMT-4· Atualizado 27 de abril de 2026

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Feijão Caupi Exportação: Recordes na Safra 2021/22 Analisados

O Recorde Histórico do Feijão Caupi na Safra 2021/22

A safra 2021/22 marcou um ponto de inflexão para o feijão caupi exportação no Brasil. Dados do Ministério da Agricultura e do Comex Stat revelam que o país embarcou volumes nunca antes vistos, superando marcas históricas e reposicionando o grão no radar dos traders internacionais. O feijão caupi, também conhecido como feijão-de-corda ou feijão macassar, deixou de ser um produto exclusivamente voltado ao mercado interno para se consolidar como uma commodity de exportação estratégica.
Para entender o contexto completo do mercado de feijão no Brasil, veja nosso guia completo sobre Preço do Feijão Hoje — Cotação Atualizada por Tipo.
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Definição

O feijão caupi (Vigna unguiculata) é uma leguminosa de clima tropical, amplamente cultivada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Resistente à seca, tem se destacado como alternativa de exportação de alto valor.

De acordo com relatórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de feijão caupi na safra 2021/22 atingiu aproximadamente 1,2 milhão de toneladas, com crescimento expressivo de 15% em relação ao ciclo anterior. O volume exportado, por sua vez, saltou para mais de 300 mil toneladas, gerando receitas superiores a US$ 150 milhões.

Por Que o Feijão Caupi Teve Recordes em Exportação?

Demanda Global Aquecida

A demanda internacional por leguminosas cresceu de forma consistente nos últimos anos. Países como Índia, Paquistão, Bangladesh e nações do Oriente Médio ampliaram suas importações de feijão caupi, impulsionados por fatores como crescimento populacional, mudanças nos hábitos alimentares e busca por fontes de proteína vegetal de baixo custo.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o consumo global de leguminosas deve aumentar 30% até 2030, o que coloca o Brasil em posição privilegiada como fornecedor.

Condições Climáticas Favoráveis

A safra 2021/22 foi beneficiada por condições climáticas excepcionais no semiárido nordestino. As chuvas regulares durante o período de plantio e desenvolvimento das lavouras garantiram produtividades médias elevadas, superando 1.200 kg/ha em várias regiões.

Logística e Preços Competitivos

O câmbio favorável ao exportador brasileiro, combinado com a desvalorização do real frente ao dólar, tornou o feijão caupi nacional altamente competitivo no mercado internacional. Além disso, investimentos em infraestrutura portuária no Nordeste facilitaram o escoamento da produção.
Ponto-Chave: A combinação de alta produtividade, câmbio favorável e demanda internacional aquecida criou o cenário perfeito para o recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22.

Análise Detalhada dos Dados de Exportação

Volumes Embarcados

PeríodoVolume Exportado (toneladas)Receita (US$)Preço Médio (US$/t)
Safra 2020/21180.00072 milhões400
Safra 2021/22310.000155 milhões500
Variação+72%+115%+25%

Principais Destinos

Os principais compradores do feijão caupi brasileiro na safra 2021/22 foram:
  • Índia: 40% do volume total
  • Paquistão: 25%
  • Bangladesh: 15%
  • Emirados Árabes Unidos: 10%
  • Outros: 10%
A Índia, em particular, emergiu como o maior importador, impulsionada por políticas de segurança alimentar e pela necessidade de diversificar fontes de proteína.

Regiões Exportadoras

O Nordeste brasileiro respondeu por 85% das exportações de feijão caupi, com destaque para:
  • Bahia: 35%
  • Piauí: 25%
  • Maranhão: 15%
  • Ceará: 10%

Impactos no Mercado Interno

Preços ao Produtor

A alta nas exportações gerou pressão altista nos preços internos do feijão caupi. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, representando um aumento de 50%.

Concorrência com Outros Tipos de Feijão

Enquanto o feijão caupi se valorizava, outros tipos como o feijão carioca e o feijão preto enfrentavam volatilidade de preços. Para entender melhor esse cenário, confira nossa análise sobre Preço do Feijão Preto Tem Elevação — Análise do Mercado.

Oportunidades para o Produtor

Produtores que apostaram no feijão caupi para exportação colheram resultados expressivos. A rentabilidade por hectare foi superior à de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste.

Fatores que Impulsionaram a Demanda Internacional

Segurança Alimentar Global

A pandemia de COVID-19 expôs vulnerabilidades nas cadeias globais de alimentos. Países importadores passaram a buscar fornecedores confiáveis e diversificados, e o Brasil se destacou como um parceiro estratégico.
De acordo com o relatório "Global Food Security Index 2022" da Economist Impact, a demanda por alimentos básicos como leguminosas cresceu 12% em países em desenvolvimento durante o período pós-pandemia.

Mudanças nos Hábitos Alimentares

O consumo de proteínas vegetais cresceu significativamente em mercados como Índia e Oriente Médio. O feijão caupi, rico em proteínas (23-25%), fibras e minerais, se alinha perfeitamente com essa tendência.

Políticas Comerciais Favoráveis

Acordos comerciais e reduções tarifárias facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a mercados estratégicos. O Brasil também investiu em certificações fitossanitárias que atenderam aos rigorosos padrões internacionais.

Desafios e Riscos para o Setor

Dependência de Poucos Mercados

A concentração das exportações em poucos países (Índia e Paquistão representam 65% do total) expõe o setor a riscos geopolíticos e econômicos. Uma crise em qualquer um desses mercados poderia impactar significativamente as vendas.

Volatilidade Cambial

O câmbio favorável ao exportador pode se reverter rapidamente. Uma valorização do real tornaria o feijão caupi brasileiro menos competitivo internacionalmente.

Logística e Infraestrutura

Apesar dos avanços, gargalos logísticos ainda persistem, especialmente no escoamento da produção do interior do Nordeste para os portos. Investimentos adicionais em ferrovias e armazéns são necessários.

Comparação com Outras Safras

Safra 2022/23

A safra 2022/23 apresentou resultados mistos. Enquanto a produção se manteve estável, as exportações sofreram leve recuo (cerca de 10%) devido à normalização dos preços internacionais e ao aumento da oferta de concorrentes como Myanmar e Tanzânia.

Perspectivas para 2023/24

As projeções indicam recuperação gradual das exportações, com estimativa de embarques entre 280 mil e 320 mil toneladas. A Conab prevê crescimento de 5% na área plantada.

Como o Produtor Pode Aproveitar Esse Cenário

Estratégias de Comercialização

  1. Diversifique os canais de venda: Além do mercado físico, utilize plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil.
  2. Acompanhe as cotações diárias: O preço do feijão caupi varia conforme a demanda internacional. Fique atento às tendências.
  3. Invista em qualidade: Grãos com padrão exportação (tamanho uniforme, baixa umidade, ausência de impurezas) alcançam prêmios de até 20%.

Uso de Tecnologia

Plataformas como a eBarn permitem que produtores acompanhem em tempo real as cotações do feijão caupi, negociem diretamente com compradores e fechem negócios com segurança.
Ponto-Chave: A digitalização da comercialização agrícola é uma tendência irreversível. Produtores que adotam tecnologia conseguem melhores preços e reduzem custos de intermediação.

Perguntas Frequentes

Qual foi o volume recorde de exportação de feijão caupi na safra 2021/22?

O Brasil exportou aproximadamente 310 mil toneladas de feijão caupi na safra 2021/22, um aumento de 72% em relação à safra anterior (180 mil toneladas). Esse volume recorde gerou receitas superiores a US$ 155 milhões, com preço médio de US$ 500 por tonelada. Os principais destinos foram Índia (40%), Paquistão (25%) e Bangladesh (15%). O recorde foi impulsionado por condições climáticas favoráveis no Nordeste, câmbio competitivo e forte demanda internacional por leguminosas.

Quais fatores explicam o aumento da demanda internacional por feijão caupi?

A demanda global por feijão caupi cresceu devido a múltiplos fatores. Primeiro, a pandemia de COVID-19 destacou a importância da segurança alimentar, levando países importadores a diversificarem suas fontes de abastecimento. Segundo, mudanças nos hábitos alimentares aumentaram o consumo de proteínas vegetais, especialmente na Índia e no Oriente Médio. Terceiro, o crescimento populacional em países em desenvolvimento elevou a demanda por alimentos básicos e acessíveis. Por fim, políticas comerciais favoráveis e acordos de redução tarifária facilitaram o acesso do feijão caupi brasileiro a novos mercados.

Como o recorde de exportação impactou os preços internos do feijão caupi?

O recorde de exportação gerou forte pressão altista nos preços internos. O preço médio pago ao produtor saltou de R$ 80/saca (60 kg) na safra 2020/21 para R$ 120/saca na safra 2021/22, um aumento de 50%. Esse movimento beneficiou os produtores, mas também elevou os preços para os consumidores brasileiros. A rentabilidade por hectare do feijão caupi superou a de culturas tradicionais como milho e soja em diversas regiões do Nordeste, incentivando o aumento da área plantada na safra seguinte.

Quais são os principais riscos para o setor de exportação de feijão caupi?

Os principais riscos incluem: (1) alta concentração das exportações em poucos mercados (Índia e Paquistão representam 65% do total), o que expõe o setor a crises geopolíticas; (2) volatilidade cambial, já que uma valorização do real reduziria a competitividade do produto brasileiro; (3) gargalos logísticos no escoamento da produção do interior para os portos; (4) concorrência de outros países produtores como Myanmar, Tanzânia e alguns países africanos que vêm ampliando sua produção; e (5) riscos climáticos, especialmente a ocorrência de secas severas no semiárido nordestino.

Como o produtor pode se beneficiar do cenário de exportação de feijão caupi?

O produtor pode se beneficiar de várias formas: (1) diversificando os canais de venda, utilizando plataformas digitais como a eBarn para acessar compradores de todo o Brasil; (2) investindo em qualidade para alcançar o padrão exportação, que paga prêmios de até 20% sobre o preço do mercado interno; (3) acompanhando as cotações diárias para timing de venda; (4) utilizando contratos futuros e opções para proteção de preço; e (5) participando de cooperativas e associações que facilitam o acesso a mercados internacionais. A digitalização da comercialização agrícola é uma ferramenta essencial nesse processo.

Conclusão

A safra 2021/22 foi um marco para o feijão caupi exportação no Brasil. O recorde de 310 mil toneladas embarcadas demonstra o potencial do país como fornecedor global de leguminosas. A combinação de condições climáticas favoráveis, câmbio competitivo e demanda internacional aquecida criou o cenário ideal para o crescimento do setor.
Para os produtores, o momento é de atenção às oportunidades. Acompanhar de perto as cotações, investir em qualidade e utilizar ferramentas tecnológicas de comercialização são estratégias fundamentais para maximizar os resultados.
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Sobre o Autor

the author é fundador da eBarn, a maior plataforma digital de negociação de grãos do Brasil. Com mais de 15 anos de experiência no agronegócio, o autor é especialista em comercialização agrícola, precificação de commodities e transformação digital no campo.
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