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Produção de Arroz por Estado no Brasil — Ranking e Dados 2026

Veja o ranking completo da produção de arroz por estado no Brasil em 2026. Dados atualizados por região, safra e produtividade. Confira!

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Equipe eBarn

Redação eBarn · 25 de março de 2026 às 23:42 GMT-4· Atualizado 5 de maio de 2026

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Produção de Arroz por Estado no Brasil — Ranking e Dados 2026

O Cenário da Produção de Arroz no Brasil

O Brasil é um dos maiores produtores de arroz do mundo, com uma safra que ultrapassa 10 milhões de toneladas anuais. Mas você sabe qual estado lidera esse ranking? A produção de arroz por estado no Brasil revela uma concentração impressionante na Região Sul, responsável por mais de 70% de todo o arroz produzido no país. Neste artigo, vamos mergulhar nos dados mais recentes, analisar as tendências por região e mostrar como esses números impactam diretamente o preço que você paga no supermercado.
Para entender como a oferta regional influencia os valores de mercado, confira nosso guia completo sobre o Preço do Arroz Hoje — Cotação da Saca Atualizada.
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Definição

A produção de arroz por estado no Brasil refere-se ao volume total de arroz em casca colhido anualmente em cada unidade federativa, medido em toneladas, considerando todas as safras (verão e segunda safra).

O Mapa da Produção de Arroz no Brasil

O Brasil possui uma geografia produtiva bastante específica para o arroz. Diferente de culturas como a soja e o milho, que se espalham por quase todo o território, a orizicultura brasileira é fortemente concentrada. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% de toda a produção nacional de arroz. Isso significa que qualquer evento climático ou logístico no estado gaúcho tem impacto imediato na oferta e, consequentemente, nos preços.

A Hegemonia do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é, de longe, o maior produtor de arroz do Brasil. Na safra 2024/2025, o estado colheu aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de arroz em casca, cultivados em uma área de cerca de 900 mil hectares. A produtividade média gaúcha gira em torno de 8.000 kg por hectare, uma das mais altas do mundo. As principais regiões produtoras são a Fronteira Oeste (Uruguaiana, Itaqui), a Campanha (Bagé, Dom Pedrito) e a Planície Costeira (Pelotas, Rio Grande).
Ponto-Chave: O Rio Grande do Sul não é apenas o maior produtor; ele é o 'termômetro' do mercado nacional de arroz. Quando a safra gaúcha é afetada por seca ou enchentes, como ocorreu em 2024, os preços disparam em todo o Brasil.

Santa Catarina: O Segundo Maior Produtor

Santa Catarina ocupa a segunda posição no ranking, com uma produção anual que gira em torno de 1,2 milhão de toneladas. O estado se destaca pela alta produtividade, frequentemente superando os 8.500 kg por hectare, graças ao uso intensivo de tecnologia e irrigação. As principais regiões produtoras são o Vale do Itajaí e o Sul catarinense, com destaque para os municípios de Tubarão, Araranguá e Lages. A qualidade do arroz catarinense é reconhecida nacionalmente, sendo muito demandado pela indústria.

Mato Grosso: O Gigante do Centro-Oeste

Mato Grosso é o terceiro maior produtor de arroz do Brasil, com uma produção que ultrapassa 600 mil toneladas anuais. Diferente dos estados do Sul, onde o arroz é cultivado em várzeas irrigadas, no Mato Grosso o cultivo é predominantemente de sequeiro, muitas vezes em rotação com a soja. A safra mato-grossense é crucial para abastecer o mercado consumidor do Centro-Oeste e do Norte, reduzindo a dependência logística do arroz gaúcho.

Outros Estados Relevantes

  • Tocantins: Produção de cerca de 200 mil toneladas, com destaque para o arroz irrigado no vale do rio Tocantins.
  • Maranhão: Produção de aproximadamente 180 mil toneladas, com cultivo de sequeiro e irrigado.
  • Goiás: Produção de cerca de 150 mil toneladas, com destaque para o arroz de terras altas.
  • Pará: Produção de aproximadamente 120 mil toneladas, principalmente de arroz de várzea.

Tabela Comparativa: Produção de Arroz por Estado

EstadoProdução (mil toneladas)Participação (%)Produtividade (kg/ha)Tipo de Cultivo
Rio Grande do Sul7.50070%8.000Irrigado
Santa Catarina1.20011%8.500Irrigado
Mato Grosso6506%3.500Sequeiro/Irrigado
Tocantins2002%4.000Irrigado
Maranhão1801,7%2.800Sequeiro/Irrigado
Goiás1501,4%3.200Sequeiro
Pará1201,1%3.000Várzea
Outros7006,8%-Diversos
Total Brasil10.700100%5.500-
Fonte: Conab (Safra 2024/2025 - estimativa).

Por que a Produção de Arroz por Estado é Tão Concentrada?

A concentração da produção de arroz na Região Sul não é acidental. Existem razões históricas, climáticas e econômicas que explicam esse fenômeno.
  1. Histórico de Colonização: A cultura do arroz irrigado foi trazida pelos imigrantes italianos e alemães no século XIX, que se estabeleceram no Sul e desenvolveram técnicas de cultivo em várzeas.
  2. Clima Favorável: O clima subtropical do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com verões quentes e invernos frios, é ideal para o ciclo do arroz irrigado.
  3. Infraestrutura Hídrica: A região possui uma vasta rede de rios e lagos, permitindo a construção de sistemas de irrigação por inundação, que garantem alta produtividade.
  4. Tecnologia e Pesquisa: A Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) e o Instituto Rio-Grandense do Arroz (IRGA) são referências mundiais em pesquisa orizícola, desenvolvendo cultivares adaptadas e práticas de manejo inovadoras.

Como a Produção Regional Impacta os Preços

Entender a produção de arroz por estado no Brasil é fundamental para quem acompanha o mercado de commodities. A lógica é simples: se a safra do Rio Grande do Sul é boa, o preço do arroz tende a cair nacionalmente. Se há problemas climáticos no Sul, o preço sobe, pois o restante do país não consegue suprir a demanda.
Ponto-Chave: O Rio Grande do Sul é o 'formador de preços' do arroz no Brasil. Negociadores e produtores de outros estados precisam monitorar constantemente as condições da safra gaúcha.
Isso significa que um produtor de arroz no Mato Grosso ou no Tocantins precisa estar atento ao clima no Sul para tomar decisões de venda. Quando a safra gaúcha é abundante, os preços caem e o produtor de outras regiões precisa ser mais competitivo. Quando a oferta do Sul é restrita, os preços sobem e os produtores de outras regiões conseguem melhores margens.

A Produção de Arroz e a Logística

A logística é um dos maiores desafios da comercialização de arroz no Brasil. Como a produção está concentrada no Sul, e o consumo está espalhado por todo o país (especialmente no Sudeste e Nordeste), o custo do frete é um componente importante do preço final.
  • Rotas Principais: O arroz gaúcho sai de Rio Grande e Porto Alegre por rodovia e ferrovia rumo a São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
  • Custo Logístico: O frete pode representar até 20% do preço final do arroz, dependendo da distância.
  • Armazenagem: A capacidade de armazenagem nas regiões produtoras é um gargalo, especialmente em anos de safra recorde.

Como Acompanhar a Produção de Arroz em Tempo Real?

Para produtores e compradores, acompanhar a produção de arroz por estado no Brasil em tempo real é essencial para tomar decisões de compra e venda. Felizmente, existem ferramentas que facilitam esse monitoramento.

Aplicativos e Plataformas

  • Conab: O site da Companhia Nacional de Abastecimento divulga boletins semanais com dados de safra, preços e estoques.
  • IRGA: O Instituto Rio-Grandense do Arroz fornece dados detalhados sobre a safra gaúcha, incluindo área plantada, produtividade e preços.
  • eBarn: A plataforma eBarn oferece um feed personalizado de cotações e permite que produtores e compradores negociem arroz diretamente, com base nos dados de produção e oferta de cada região.
Ponto-Chave: A digitalização do mercado de grãos, através de plataformas como o eBarn, permite que produtores de todas as regiões tenham acesso às mesmas informações e possam negociar com compradores de todo o Brasil, reduzindo a assimetria de informação.

Perguntas Frequentes sobre Produção de Arroz por Estado

Qual estado brasileiro é o maior produtor de arroz?

O Rio Grande do Sul é, de longe, o maior produtor de arroz do Brasil, responsável por cerca de 70% de toda a produção nacional. Na safra 2024/2025, o estado colheu aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de arroz em casca, cultivados em uma área de cerca de 900 mil hectares. A hegemonia gaúcha se deve ao clima favorável, à infraestrutura hídrica e à tradição orizícola, com forte apoio de instituições de pesquisa como o IRGA. Qualquer variação na safra gaúcha impacta diretamente o preço do arroz em todo o país.

Qual a produção de arroz de Santa Catarina?

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, com uma produção anual que gira em torno de 1,2 milhão de toneladas. O estado se destaca pela alta produtividade, frequentemente superior a 8.500 kg por hectare, uma das maiores do mundo. As principais regiões produtoras são o Vale do Itajaí e o Sul catarinense, com destaque para os municípios de Tubarão e Araranguá. O arroz catarinense é muito valorizado pela indústria devido à sua qualidade e ao alto rendimento de grãos inteiros no beneficiamento.

Como a produção de arroz por estado afeta o preço?

A produção de arroz por estado afeta o preço de forma direta e indireta. Diretamente, porque a oferta regional determina a disponibilidade do produto no mercado. Como o Rio Grande do Sul produz 70% do arroz do país, uma quebra de safra no estado provoca escassez e alta de preços em todo o Brasil. Indiretamente, porque a logística de transporte do arroz do Sul para outras regiões agrega custo ao preço final. Por isso, produtores de outras regiões, como Mato Grosso e Tocantins, conseguem preços melhores quando a safra gaúcha é menor, pois a demanda local reduz a necessidade de frete.

Quais são os maiores desafios da produção de arroz no Brasil?

Os maiores desafios da produção de arroz no Brasil incluem: (1) Dependência climática — a produção gaúcha é vulnerável a secas e enchentes, como ocorreu em 2024; (2) Custo de produção elevado — o arroz irrigado exige alto investimento em energia elétrica, combustível e insumos; (3) Logística — a concentração da produção no Sul gera altos custos de frete para abastecer outras regiões; (4) Armazenagem — a capacidade de armazenagem é insuficiente em anos de safra recorde, forçando a venda a preços baixos; (5) Concorrência internacional — o Mercosul permite a entrada de arroz do Uruguai, Argentina e Paraguai, que muitas vezes chega a preços competitivos.

Como a tecnologia está transformando a produção de arroz?

A tecnologia está transformando a produção de arroz em várias frentes. No campo, o uso de drones e sensores permite monitorar a lavoura e otimizar o uso de água e fertilizantes. Na gestão, plataformas digitais como o eBarn conectam produtores diretamente a compradores, eliminando intermediários e garantindo melhores preços. Além disso, a agricultura de precisão e o melhoramento genético estão elevando a produtividade média das lavouras, com novas cultivares mais resistentes a pragas e com maior potencial produtivo. A digitalização do mercado de grãos é, sem dúvida, a maior revolução recente no setor.

Conclusão

A produção de arroz por estado no Brasil revela um cenário de forte concentração na Região Sul, com o Rio Grande do Sul liderando de forma absoluta. Esse dado é essencial para qualquer profissional do agronegócio, pois a oferta gaúcha determina os preços em todo o país. Para produtores de outras regiões, entender essa dinâmica é a chave para tomar decisões estratégicas de venda.
Se você quer acompanhar as cotações do arroz em tempo real e negociar diretamente com compradores de todo o Brasil, a plataforma eBarn é a ferramenta ideal. Com mais de 16.000 usuários e R$ 13,6 bilhões em volume transacionado, o eBarn conecta produtores, compradores e corretores de forma segura e eficiente. Baixe o app ou acesse o site e comece a negociar hoje mesmo.
Para se aprofundar no tema, veja nosso guia completo sobre o Preço do Arroz Hoje — Cotação da Saca Atualizada.

Sobre o Autor

the author é o fundador da eBarn, a maior plataforma digital de negociação de grãos do Brasil. Com mais de 15 anos de experiência no agronegócio, ele ajuda produtores e compradores a negociar de forma mais eficiente, usando tecnologia para reduzir custos e aumentar a rentabilidade.
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Somos especialistas em agronegócio, mercado financeiro agrícola e AgTech, atuando como estrategistas de conteúdo da maior plataforma digital do Brasil focada na negociação física de grãos e commodities. Nosso foco é fornecer informações que solucionam dores de mercado como logística, precificação e segurança nas transações, sempre com um viés de negócio e inovação tecnológica.

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